Twilly | Hermés - perfume review

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Twilly | Hermés - perfume review

O perfume da rapariga Hermés. Há uma consideração fundamental a fazer acerca do Twilly: trata-se de um dos melhores perfumes, na minha opinião, de 2017 porque incorpora em si uma estética vintage: pela sua fragrância, pelo frasco em forma de lanterna ou pela tampa "chapéu de coco".

Um perfume para as raparigas Hermés. O "advertising" deste perfume é cuidadosamente produzido para evidenciar uma estética feminina muito moderna, cosmopolita, despida de preconceitos e, sobretudo, centrada num cenário "clean" e no seguimento deste "advertising" soberbo aparece um frasco simples, recto e sem linhas rectas, sólido e leve ao mesmo tempo. 

O Twilly é um Floral, tal como o é o Jour, seu antecessor directo, mas não é um Floral vibrante, pitoresco, colorido como o Jour. Não, o Twilly vem evidenciar um novo tipo de fragrâncias florais das quais, tal como eu referi num outro artigo, o My Burberry é o seu maior embaixador: são os Florais vintage, perfumes com uma discreta composição onde predominam elementos florais mas que não são equilibrados por notas frutadas ou acordes orientais. É muito interessante contrapôr o Twilly com o Jour porque apesar de terem somente quatro anos de diferença representam duas visões muito diferentes de dois "les nez" muitos diferentes, Christine Nagel cria um Twilly muito discreto e clean anos depois de Jean-Claude Ellena ter criado um Jour muito mais elétrico.

Um elemento parece ser comum a todos os aspectos do perfume: o lenço, uma cuidadosa seda com padrões coloridos que me lembram as telas de Mondrian na sua fase mais imponente. De facto no Twilly vemos transparecer uma estética vintage que vigora muito em algumas tendências femininas mais recentes e que certamente conquistará um lugar nos closets de muitas raparigas. Parabéns Hermés.